Remar pode parecer simples à primeira vista, mas pequenas mudanças na técnica fazem uma grande diferença em velocidade, resistência física e controle do caiaque. Aprender alguns fundamentos desde o início evita vícios difíceis de corrigir e ajuda a aproveitar melhor cada movimento.
O ponto de partida é a postura. Manter as costas eretas e os ombros relaxados, com o tronco levemente inclinado para frente, permite que o corpo trabalhe junto com os braços. A força da remada deve vir principalmente da rotação do tronco, não apenas dos ombros e bíceps. Isso reduz o desgaste muscular e aumenta a potência do movimento.
A entrada do remo na água deve ser próxima à ponta do caiaque e com a pá completamente submersa. Evite movimentos largos e desalinhados — a eficiência vem de trajetórias suaves e controladas. Após a puxada, a pá deve sair da água na altura do quadril, evitando arrastos desnecessários que diminuem a velocidade.
Outro fator importante é a cadência. Não é preciso remar com pressa o tempo todo; manter um ritmo constante e confortável é mais produtivo do que fazer movimentos rápidos e forçados. Isso permite percorrer distâncias maiores sem exaustão precoce.
Em águas com corrente ou vento, pequenas correções de direção são inevitáveis. Técnicas como a remada de leme, onde a pá fica mais tempo na água para ajudar a girar o caiaque, e a remada reversa, útil para desacelerar ou recuar, dão mais controle e segurança.
Praticar regularmente, de preferência em ambientes calmos, é a melhor forma de consolidar esses movimentos. Com o tempo, o corpo adquire memória muscular e a remada se torna quase automática, deixando mais espaço para apreciar a paisagem e planejar novos percursos.